muda e sê
amanhã é tarde para ser
o que ninguém vê
tudo é rápido
tépido
depressa demais para perceber
se a luz te engana
e te expões ao aroma das rosas
que sempre emana
e se perde no vento frio
ou no fundo de um rio
de margens silenciosas
e quando adormeces e sonhas e choras
nos recantos onde te demoras
continua a ser cedo
para ter medo
de perder, partir, ser, existir