O horizonte de Muriel desaparecia aos poucos enquanto sua camisa vermelha forçava os olhos à escuridão.
Do antebraço deixado à mesa estralou desejo voltaico numa onda que volta onda maior. Constelação que resguarda uma faca, aos poucos arando pedaços esparsos do que se é; como se fosse possível sorver o sangue pelos cantos abertos por ansiedade perfuratriz.
Todo ouro de falência desabando enquanto a cabeça flanava fora do corpo, só levara à pergunta sobre ter ou não guardado àquela anágua lavanda, que trocara pela manhã atrás do biombo.
Depois de puxar o tornozelo safou-se da motocicleta a desabar com seu dono pelo meio da grama. De caminho livre, roubou as duas bolas piscantes que a cada mordida urravam alegrias coloridas.
A morte em seu vestido verde reflete milênios em segundos.
Cinco entidades montanhosas, onduladas pela luz diagonal.
As costas por um fio ante o muro desprezam a tensão ouvida andares acima. Olhos inspiram vagarosos um descompasso no explodir do mundo. Sorri ao sentir a mira. Pensa por segundos ser exatamente igual à mulher que comanda o caos, mas que não é ela; duas exatas simetrias ocupam locais distantes. Reencontrar-se-ão no plano astral criado por crianças organo mecânicas.